O deputado Zé Roberto (PT) criticou na tarde desta terça-feira, dia 13, o Governo do Estado por conceder, segundo ele, médicos veterinários aos grandes frigoríficos do Estado para a inspeção da carne, mas deixa os pequenos açougues sem o mesmo atendimento dos profissionais da vigilância sanitária.

“O Governo paga dezenas de veterinários para ficarem à disposição dos frigoríficos, enquanto deixa pequenos açougueiros sem a mesma assistência. A prática deveria ser inversa, pois o grande possui condições de pagar pelo serviço”, refutou Zé Roberto.

No mesmo tom, o parlamentar apontou que o Governo vem pagando a energia consumida pelo Projeto Rio Formoso, em Formoso do Araguaia, desde a criação da iniciativa há cerca de 40 anos. Zé Roberto rechaçou a postura, pois segundo ele o pequeno produtor e a população pagam altas taxas de energia, inclusive majoradas pelo ICMS, que é cobrado pelo Governo.

O deputado também lamentou a falta de assinatura do Governo para liberar a individualização do Crédito Fundiário. Conforme disse, o crédito é liberado a grupos de proprietários por meio de associações, sendo que a falta de pagamento de um dos membros inviabiliza sua oferta aos demais.

Segurança pública

Na mesma sessão, os parlamentares Eli Borges (Pros) e Wanderlei Barbosa (SD) criticaram o Poder Executivo com respeito à gestão da segurança pública estadual. Wanderlei afirmou que, mesmo diante da carência na segurança pública, o Governo promoveu recentemente cortes no orçamento da área no Tocantins.

Wanderlei disse que vêm ocorrendo diariamente em Taquaruçu cerca de dois a três furtos a residências, enquanto o policiamento é insuficiente no distrito. Ele também cobrou a realização de concurso público da Polícia Militar para repor o déficit no efetivo do Estado. “Já destinei emenda parlamentar para viatura em Taquaruçu, Buritirana e outras localidades, mas o policiamento não depende dos deputados, mas do Governo”, concluiu.

Por sua vez, Eli Borges garantiu que o recente assalto à agência do Banco do Brasil em Gurupi, no sul do Estado, bem como outros atos de violência, tem relação com a má-gestão e a falta de recursos para a segurança pública. Ele cobrou mais dedicação do Executivo a fim de evitar o estado de insegurança vivido pela população tocantinense. (Elpídio Lopes)