A deputada Luana Ribeiro (PDT) se uniu aos familiares e amigos de vítimas de feminicídio que se manifestaram na manhã desta quarta-feira, 13, em frente ao Tribunal de Justiça, por maior efetividade da Justiça e do Ministério Público Estadual (MPE) nos casos de mulheres assassinadas nos últimos anos.

O protesto reuniu dezenas de pessoas, que carregavam faixas e cartazes com fotos de dez mulheres vítimas de feminicídio, agredidas por homens que atualmente se encontram em liberdade, como o recente caso da professora Danielle Christina Lustosa Grohs. Seu ex-companheiro, o médico Álvaro Ferreira, principal suspeito do crime, está em liberdade desde a semana passada.

A mãe da professora Heidy Aires, dona Maria do Amparo, também participou do ato. Sua filha também foi assassinada na própria casa, há três anos, e até agora o principal suspeito, Allan Moreira Borges, que era seu companheiro, não foi julgado pela Justiça.

A deputada Luana prestou solidariedade aos amigos e familiares das vítimas que estavam presentes, e fez duras críticas às ações do Poder Judiciário e do Ministério Público em relação aos casos destacados na manifestação, em especial ao de Danielle Christina.

“É inadmissível que o principal suspeito, o médico Álvaro Ferreira, cumpra prisão domiciliar. A Justiça tem que agir de maneira mais eficiente, com providências efetivas que mostrem pra sociedade que quem comete esse tipo de crime não fica impune. Se isso não acontecer, a certeza de impunidade por parte dos agressores sobressairá, e os casos de feminicídio ainda serão recorrentes”, afirma a deputada.(Com informações da assessoria da deputada)